Vida Real

Friday Fact #4 | VIDA ECOLÓGICA

Hoje em dia cada vez mais se fala do ser ecológico ou de ter uma vida ecológica, mas no meio de tanta informação e de tanto produto disponível no mercado, pode ser algo bastante avassalador tentar viver de forma ecológica, porque há sempre uma alternativa para tudo. Eu em Janeiro escrevi um artigo que partilhei por aqui com a lista de artigos que me despedi no ano passado e nele listei alguns artigos que substitui, como os cotonetes, mas o mais engraçado é que depois de alguns tempos diminui a necessidade de limpar os ouvidos com cotonetes, só os utilizo mesmo quando sinto que preciso, e isso fez-me pensar: será que é preciso mesmo usar certas coisas ou substitui-las por outras semelhantes e supostamente mais ecológicas? Por exemplo, as palhinhas… eu nunca fui de beber muito por palhinhas, em casa não usava, só mesmo fora de casa, em restaurantes ou bares, mas de que serve uma palhinha? Qual é mesmo a necessidade de usá-la? Para mim, nenhuma! Por isso é que já criei o hábito de recusar sempre as palhinhas. Mas este é apenas um exemplo de muitos em que podemos apenas excluir e não substituir. Eu continuo a usar sacos de plástico, mas são usados e reutilizados muitas vezes, porque o plástico é criado para durar muito tempo, por isso, antes de deitar fora qualquer artigo, eu penso nas alternativas que lhe posso dar ou como posso reutilizar. Isto aplica-se a embalagens, roupa, a tudo na minha vida basicamente. As minhas duas regras principais para ter uma vida mais ecológica é REUTILIZAR e RECUSAR.

Acho que a importância está no conhecimento, desde o processo de produção ou fabrico de certos produtos do nosso dia a dia até ao tratamento a que serão sujeitos quando decidimos colocá-los no lixo e chegam ao seu fim de vida, depois de estarmos bem informados, temos o poder de fazer as nossas próprias escolhas com as quais conseguimos viver melhor e de consciência leve. Somos livres de vivermos como queremos, mas é importante estarmos conscientes das consequências das nossas escolhas. Eu não aboli o plástico a 100% cá de casa, mas penso muito bem antes de colocar algo para o lixo/reciclagem, tenho em atenção as minhas escolhas quando vou ao supermercado ou comprar roupa, dou preferência à reutilização, recuso o que acho desnecessário, dou tudo o que não preciso ou que já não uso e semeio muitas coisas na horta, que são aproveitadas ao máximo, desde as sementes para troca até às folhas para composto.

Para concluir, sim, temos a responsabilidade de alterar certos hábitos se sentimos que devemos fazê-lo, mas não sou adepta de extremismos, prefiro fazer as coisas de forma leve, alterar certos hábitos naturalmente com a minha consciencialização, evoluindo consoante aquilo em que acredito que é o melhor para mim, a minha família e a nossa rotina, porque cada família tem a sua dinâmica e cada individuo vive consoante a sua consciência e as suas crenças pessoais.

Catarina

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